15/05 – Dia Internacional de Sensibilização do Método Canguru

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Anualmente, 20 milhões de bebês nascem prematuros e com baixo peso no mundo e, desses, 1/3 morre antes de completar um ano de vida. No Brasil, aproximadamente 10% dos bebês nascem antes do tempo. As complicações da prematuridade são a principal causa de morte no período neonatal nos primeiros cinco anos de vida. Diante desse cenário precisamos adotar estratégias e políticas para seu enfrentamento, como o Método Canguru.

O Método Canguru

Em 1979, na Colômbia, surgiu uma ideia para diminuir a mortalidade neonatal no país: colocar o recém-nascido contra o peito da mãe para promover maior estabilidade térmica, substituindo as incubadoras. Essa prática, recomentada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é no Brasil uma política nacional de saúde e integra um conjunto de ações voltadas para a qualificação do cuidado ao recém-nascido, seus pais e sua família dentro dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

O início se dá na identificação de risco gestacional no pré-natal (realizado na Unidade Básica de Saúde – UBS), segue no pré-natal especializado e, após o nascimento, acompanha o percurso do bebê no serviço de neonatologia (na unidade neonatal ou no alojamento conjunto). E no domicílio, se necessário, há o acompanhamento pelo ambulatório especializado e pela UBS.

Como funciona o Método Canguru?

  • Contato pele a pele precoce e pelo maior tempo possível.
  • Acolhimento ao recém-nascido, seus pais e família.
  • Cuidados individualizados com foco na postura e no controle da dor.
  • Apoio à amamentação.
  • Cuidados com o ambiente e com os profissionais.

Quais as vantagens do Método Canguru?

  • Reduz o tempo de separação mãe/pai-filho.
  • Favorece o vínculo afetivo mãe/pai-filho.
  • Possibilita maior competência e confiança dos pais no cuidado com o filho, inclusive após a alta hospitalar.
  • Estimula o aleitamento materno, permitindo maior frequência, precocidade e duração.
  • Possibilita ao recém-nascido o adequado controle térmico.
  • Contribui para a redução do risco de infecção hospitalar.
  • Reduzi o estresse e a dor.
  • a Propicia melhor relacionamento da família com a equipe de saúde.
  • Favorece ao recém-nascido uma estimulação sensorial protetora em relação ao seu desenvolvimento integral.
  • Melhora a qualidade do desenvolvimento neuropsicomotor.

No Risoleta

A linha de Cuidados Materno-Infantil conta com a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, Unidade Neonatal de Cuidados Progressivos e Unidade Canguru que oferece acolhimento e orientações para as mamães e seus bebês com prematuridade. As mamães e bebês são assistidos por uma equipe multiprofissional.

“É no contato pele a pele que uma grande superfície do corpo da criança e da mãe se encontram, proporcionando diferentes trocas: táteis, auditivas, sensoriais, globais, entre outras. Os profissionais de saúde podem contribuir para que a experiência seja agradável ao recém-nascido e a todos que estão envolvidos no processo.”

Letícia Casali, da equipe de Terapia Ocupacional

Dúvidas comuns ao falarmos do Método Canguru

O Mistério da Saúde listou os principais questionamentos sobre prática. Confira:

O bebê não sente frio por estar quase nu?

Quando em contato pele a pele com a mãe, o bebê não sente frio, pois o calor do corpo materno o aquece na temperatura adequada.

A posição não machuca o bebê?

Não, pois a faixa que mantém a criança na posição canguru foi elaborada para conforto do bebê e da mãe.

A mãe pode dormir com o bebê na posição canguru?

Sim, desde que esteja apoiada em encosto confortável, ficando semideitada. Dessa forma, o bebê ficará em posição que evita o refluxo gástrico.

O bebê não corre o risco de sufocar?

Quando o bebê é mantido na posição canguru, tem menos refluxo e as vias aéreas são mantidas livres.

Há perigo de o bebê escorregar e cair?

Não. Se o bebê estiver bem posicionado na bolsa canguru e a faixa estiver bem ajustada, não há risco algum.

Exposição

Confira a exposição “Pele que aquece, peito que acolhe”, com registros do Método Canguru na Maternidade do Risoleta feitos pelas equipes, no corredor da Unidade Canguru durante o mês de maio ou via PDF aqui.

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