Risoleta realiza cerca de 3000 “testes da orelhinha” por ano

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A Triagem Auditiva Neonatal (TAN), também conhecida como “teste da orelhinha”, é um exame realizado no bebê para avaliar o funcionamento das células do ouvido, preferencialmente após completar 24h de vida e antes da alta hospitalar, no ou no primeiro mês após o nascimento.

Na Maternidade do Risoleta, desde 2013 esse exame é realizado pela equipe de Fonoaudiologia. Inicialmente, era feito apenas nos recém-nascidos da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e a partir do primeiro semestre de 2018, passou a ser realizado diariamente em todos os bebês nascidos na Instituição.

De acordo com Tatiana Chaves, coordenadora da Fonoaudiologia, o exame é muito importante, pois avalia a audição e detecta de forma precoce perdas auditivas, diminuindo o impacto no desenvolvimento da criança. “As mães precisam saber que o exame é rápido e o bebê não sente dor, inclusive pode ser feito enquanto elas estiverem amamentando. O diagnóstico feito precocemente é importante para que a criança tenha um desenvolvimento auditivo e linguístico adequado”, explica.

Daniela Pereira de Souza (35 anos), mãe de Débora, considera o teste importante por trazer mais informações e segurança para o seu bebê. “A equipe me explicou como seria o exame e a sua importância. Eu fiquei tranquila e achei ótimo que já saio da Maternidade sabendo que está tudo bem com a minha menina. E se não estivesse eu já iria atrás de algum recurso. Não tem que ter medo de deixar fazer o exame, é rápido e super tranquilo”, diz.

Como funciona?

A avaliação é realizada em dois passos.

Passo 1: primeiramente, usa-se um aparelho que faz emissões otoacústicas. É emitido um som e, ao receber esse estímulo, as células emitem uma resposta que é avaliada pelo aparelho.

Passo 2: é testado o reflexo cócleo-palpebral (RCP) do bebê ao se emitir um som com um agogô. Quando o teste acusa alguma alteração, o procedimento deve ser repetido após 15 dias. Caso o problema persista, o bebê é encaminhado ao Hospital Odilon Behrens para a realização de exames mais específicos e a mãe recebe orientações para acompanhar o desenvolvimento da criança até os dois anos de idade.

A TAN é lei desde 2010 e faz parte da triagem neonatal do Sistema Único de Saúde (SUS) como uma ação preventiva para a qualidade de vida do bebê. Entre 2018 até junho de 2021, a Maternidade do Risoleta realizou mais de 8.000 exames.

As fonoaudiólogas da Unidade Neonatal do Risoleta: Mariah Ribeiro, Fernanda Veiga e Cynthia Nunes

 

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