AVC: como prevenir, reconhecer e tratar

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Ontem (29/10), foi o Dia Mundial do AVC e aproveitamos para ressaltar a importância da prevenção, dos primeiros socorros e do tratamento pós-AVC.

Você sabia que o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a 2ª principal causa de morte e a 1ª causa de incapacidade no Brasil? Só este ano, mais de 77 mil pessoas vieram a óbito, de acordo o Portal da Transparência do Registro Civil.

No Risoleta, a reabilitação para pacientes sobreviventes de AVC começa na internação, onde eles contam com o apoio de uma equipe multiprofissional composta por neurologistas, Enfermagem, fisioterapeutas neurológicos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais, que buscam tratar o mais cedo possível as limitações causadas pelo evento neurológico.

 

Como reconhecer um AVC?

O AVC é um evento neurológico sensível ao tempo, ou seja, o diagnóstico rápido aumenta as chances de sobrevivência e pode reduzir a gravidade das sequelas. Por isso, é importante reconhecer os sinais:

SORRISO: peça para a pessoa dar um sorriso, veja se a boca fica torta.

MÚSICA: peça para que cante uma música e avalie se tem dificuldade de fala.

ABRAÇO: peça para que a pessoa levante os braços, veja se um braço está fraco.

Caso os sintomas sejam identificados ligue para o SAMU (192) ou procure imediatamente um Hospital de referência em AVC.

 

A vida pós-AVC

 “Após um AVC, as sequelas motoras são as que mais afetam o paciente, prejudicando a qualidade de vida, limitando-o em atividades ocupacionais, de lazer, sociais e de interação familiar. Além disso, é capaz de gerar dor, deformidades ósseas articulares e reinternações por complicações. Elas limitam o processo de reabilitação que deve ser abordado de forma precoce”, explica Diego Dorim, médico neurologista da Unidade de AVC do Risoleta.

Começar o processo de reabilitação no Risoleta, com o apoio de profissionais da Fisioterapia, da Terapia Ocupacional e da Fonoaudiologia, significa estimular a recuperação do cérebro o quanto antes, sem perder o tempo ideal de desenvolvimento de neuroplasticidade.

“O AVC pode trazer uma limitação muito importante para a vida desse paciente, então desde o início a gente precisa aproveitar essa janela terapêutica que é o processo de neuroplasticidade. Quanto antes a gente começa a reabilitação, mais fácil é para o paciente aprender estratégias, estimular o processo de neuroplasticidade, adequar os ambientes e orientar a família”, explica a terapeuta ocupacional da Unidade de AVC Nathália Gravito.

Pacientes que passam por um AVC tendem a ter comprometimento do sistema motor, da cognição e da linguagem, além de complicações psicológicas. Entre as sequelas que comprometem o sistema motor destaca-se a espasticidade.

No Hospital, os pacientes que estão em recuperação do AVC têm a possibilidade de receber tratamento com aplicação de toxina botulínica, que permite redução das lesões nervosas e da dor, promovendo mais bem-estar. “A espasticidade gera muita dor e desconforto, o que pode interferir até no processo de higienização. Pode haver dificuldade de passar desodorante ou colocar frauda, por exemplo. Então, a aplicação da toxina é um recurso de alta tecnologia que proporciona muito conforto para esses pacientes”, comenta Nathália.

O Bloqueio Neuromuscular com Toxina Botulínica é um tratamento pioneiro em pacientes em internação no SUS em BH, que beneficia usuários em leitos nas unidades de AVC e de Cuidados Paliativos.

Ao sair do Hospital, o paciente egresso do Risoleta continua recebendo a aplicação da toxina, impedindo o retorno da dor e de seus agravos. Os cuidados com fisioterapeutas e fonoaudiólogos deve continuar. Em Belo Horizonte, os pacientes são encaminhados para os Centros de Reabilitação para prosseguir com o tratamento.

“Depois que o paciente passar pela fase intra-hospitalar, ele precisa seguir a reabilitação ambulatorial, que é essencial para que ele dê continuidade a todo esse processo, para que haja neuroplasticidade e outros neurônios que sobreviveram possam assumir a função do grupo de neurônios que morreu, para que o paciente possa melhorar o máximo possível”, explica Diego.

Luciano dos Santos Alcino é um dos pacientes que passaram pelo Risoleta e se recuperam do AVC em casa. Em tratamento com a toxina botulínica desde março para lidar com as dores causadas pela espasticidade, ele está otimista com o tratamento: “estou ótimo, me sentindo muito bem com a injeção. Estou na fisioterapia e em nome de Jesus, vou ficar bem”.

 

É possível prevenir um AVC?

O Acidente Vascular Cerebral atinge uma a cada quatro pessoas e, na maioria dos casos, pode ser evitado. O controle de enfermidades como a pressão alta, a diabetes e o sobrepeso é fundamental para a prevenção.

É recomendada a adoção de uma alimentação saudável e exercícios físicos na rotina. Além disso, o tabagismo, o consumo de álcool e drogas ilícitas são desaconselhados.

Acesse as informações completas sobre o AVC no site do Ministério da Saúde, clicando aqui.

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